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Vamos do macro ao micro:

A globalização implicou, entre outras coisas, a erosão das fronteiras nacionais e, com isso, uma mudança profunda na soberania e alcance dos Estados. Justamente, os problemas da época atual são classificados como transnacionais; o narcotráfico, a mudança climática, o terrorismo e, fruto de todos eles, o fenômeno migratório — que vai da América Central e do Sul até os cantos mais remotos do Oriente Médio — demonstram que, ao não se restringirem a uma mera fronteira nacional, é necessária uma ação concertada e coordenada para resolvê-los. Nada como a última pandemia para exemplificar isso.

Esse raciocínio também pode ser levado a uma menor escala; podemos dizer o mesmo dentro de uma empresa. Quem se atreveria, diante do mundo conturbado de hoje, a se aventurar sozinho e sem a ajuda e a experiência de outros? Aqui, um ponto interessante tem a ver com a aparente correlação entre as “PMEs multinacionais” —algo que parece quase um oxímoro (pequenas, mas com alcance internacional)— e o cultivo e o respeito pela diversidade. Atribui-se, pelo menos em parte, esse alcance internacional à atitude de curiosidade e de aprender junto com o outro, assim como ao ambiente multifacetado em que se produzem essas trocas e surgem essas empresas.

Diversidade no mundo empresarial

A diversidade cultural, além de ser uma peça-chave para conhecer mais de uma história e para construir um mundo “razoavelmente bom”, é algo imprescindível para melhorar a performance profissional; não é por acaso que uma equipe diversificada (e uma gestão que a defenda e apoie) chegue a melhores soluções, seja mais versátil e com melhor capacidade de adaptação. Citando o Boston Consulting Group (a tradução é nossa):

“A relação positiva entre a diversidade na gestão e a inovação é estatisticamente significativa, o que significa que as empresas com maiores níveis de diversidade obtêm mais receita com novos produtos e serviços”

Em inglês, costuma-se usar figurativamente a expressão “you’re like a Swiss army knife”, que literalmente significa: “você é como um canivete suíço”, instrumento famoso por sua multiplicidade de funções e onde todas as suas pequenas ferramentas têm a possibilidade de contribuir; podemos traçar uma analogia entre isso e aquelas empresas que apostam na diversidade. Assim como sustenta a revista de gestão da Universidade de Harvard (a tradução é nossa): “a diversidade abre a porta para a inovação ao criar um ambiente em que se ouvem as ideias out of the box» (HBR, How Diversity Can Drive Innovation, 2013). 

A diversidade, seja em relação ao gênero, à etnia, à orientação sexual, às experiências profissionais e às trajetórias pessoais, permite que uma empresa e uma equipe de trabalho assumam novas perspectivas, defendam a equidade entre os seres humanos e, enriquecendo-se com as diferenças, desenvolvam uma visão integral e uma melhor aproximação aos objetivos que se propõem. 

Para nós é muito importante cultivar e defender a diversidade. Sejamos parte deste compromisso e construamos não apenas um futuro melhor, mas um mais confortável, com mais qualidade de vida e melhores resultados. 

Descubra mais sobre como a Epidata vive esse desafio!